CAVESP: O VETERINÁRIO DEVE SEMPRE COBRAR PELA CONSULTA?

O médico veterinário deve fazer atendimento gratuito ou sempre cobrar pelas consultas realizadas em seus pacientes, mesmo de tutores considerados de baixa renda? A pergunta gera polêmicas, porém encerra conteúdos bioéticos profundos, além de uma percepção moral subjacente.}

Foi tema de uma palestra pra lá de instigante na abertura oficial do XXI Cavesp (Ciclo de Atuação em Medicina Veterinária de Espírito Santo do Pinhal), ocorrida na noite desta segunda-feira, 26, no anfiteatro da Unipinhal, instituição de ensino que abriga o evento. O palestrante convidado foi o professor da Unesp Jaboticabal, Luís Guilherme Faria.

O Ciclo de Atualização, bem organizado por sinal, tem a marca do Diretório Acadêmico Dr. ‘Elias de Assis Góis’, presidido pelo aluno Murilo Sechinatto, e conta com total apoio da Coordenação do Curso de Veterinária, cuja responsável é a professora doutora Georgiana Sávia Brito Aires, que declarou aberta a ‘semana’ e enfatizou que o curso de Veterinária da Unipinhal completa 30 anos em 2017. Hoje é um dos mais longevos, tradicionais e reconhecidos do país.

A PALESTRA

Para Faria, o profissional deve, sim, cobrar pelos seus serviços. Contudo, tem por obrigação pautar a sua conduta pelo bom senso, principalmente com o Código de Ética do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), órgão que normatiza a conduta do veterinário em todo o território nacional, ‘debaixo do braço’.

Segundo Guilherme Faria, o documento (Código de Ética) é explicito ao impedir que sejam realizadas consultas, atendimentos ou procedimentos gratuitos. Além disso, veda a divulgação da gratuidade dos serviços.

“No entanto, o órgão é transparente com relação à vida animal, considerada prioritária. E quaisquer negligências neste sentido são taxativas e punidas de acordo com as normas do próprio Código de Ética”, esclareceu.

O palestrante ressaltou que a gratuidade dos serviços é bem-vinda em atividades relacionadas a projetos sociais, em ONG’s (Organizações Não Governamentais), hospitais públicos veterinários (com o profissional sendo remunerado pelo Estado) e até mesmo por meio de Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público).

E para se fazer compreendido, realizou uma dinâmica com os presentes, um dos pontos altos da noite, que abordou a ética e a moral a partir de uma forma bem didática.

“O que é preciso compreender é que o profissional já estabelecido, assim como o futuro veterinário, deve valorizar a sua profissão, mas lançar mão do bom senso na prática clínica. Contudo, é fundamental que exerça a veterinária pautada pela ética, moral, respeito aos colegas, tutores e animais, com base nas normas do Código do CMFV”, advertiu.  

As atividades prosseguem com palestras e práticas até o dia 30.  O cronograma completo pode ser acessado por meio do link: http://www.unipinhal.edu.br/arquivos/semana_veterinaria_2016.pdf.

As palestras têm investimento de R$ 80,00 para alunos e R$ 90,00 para profissionais e o público externo. O evento é aberto a todos.

Vale lembrar que a Unipinhal está com Vestibular 2017 com inscrições abertas. As provas acontecem no dia 9 de outubro.

São 15 cursos em nível superior nas áreas de humanas, exatas, biológicas/saúde e ciências agrárias, além de 1 curso em nível tecnológico.

Para saber mais e se inscrever para o Vestibular da Unipinhal acesse o site: http://vestibular.unipinhal.edu.br/cursos.aspx

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