CARECAS EMPUNHAM BANDEIRA CONTRA A CARECOFOBIA

Os pouca-telhas têm muito a se orgulhar. Eles não estão sozinhos. Um exército de tobogãs de mosquito enfrentam com muito humor a carecofobia, uma espécie de preconceito irônico contra quem não tem mais a cabeleira vasta da juventude.

O enfrentamento dos horrores da calvície, se é que podemos chamar assim, parte de cada pessoa. Mas o certo é que a maioria adora ser do jeito que é. Alguns tentaram fazer de tudo para evitar que as entradas se transformassem na serra pelada, enfim.

Gentil Consorti, despachante policial aposentado, 73 anos, confessa que começou a perder os cabelos com 20 anos. Buscou apoio até no curandeiro, que lhe receitou loção de quatis (isso mesmo!) para evitar que a madeixas fossem literalmente para o ralo.

“Ele fazia a solução e entregava em garrafas. Não me ajudou em nada durante três meses, mas, até onde eu sei, foi a primeira garrafada mundial contra a carequice”, disse entre sorrisos.

O fato é que dos carecas que elas gostam mais, segundo o provérbio popular, que tem na inexistência capilar do itapirense Fábio Luís Gomes, panfleteiro de 45 anos, seu grande símbolo.

Ele conta que a calvície foi se instalando aos poucos, por volta dos 25 anos, e se transformou no charme pessoal perante o mulherio. “Fui casado seis vezes no total, sendo dois casórios oficiais, além dos cachos”, declarou.

Na maioria dos casos, os carecas não ligam muito por conviverem com a calvície até o fim dos tempos, com exceção de quando na mocidade, aos primeiros sinais de que o ‘aeroporto de pernilongo’ prenunciava uma expansão irrevogável.

Para combater esta situação calamitosa, até o grande Didi Mocó (Renato Aragão) resolveu fazer implante de cabelos, em uma época em que os bulbos implantados mais se pareciam com brotos de eucalipto.

O aposentado Henrique Bento tem hoje 74 anos. Desde os 28 passou a ter pouca telha em cima do cucuruco. Ele conta que mantém a fina estampa com muito garbo e simpatia, graças a Deus! E não quer nem saber se está bonito ou feio. Acostumou-se.

Confirmou que é de uma família de carecas, embora tivesse tentado segurar o inevitável com xampus turbinados com babosa, uma receita de
barbeiros das antigas.

“Meu pai passou um DNA forte pra mim. Ele foi careca, eu sou e meus filhos, coitados, começaram a ser agora”, finalizou com uma risada de quem tem o santo forte – e pelo jeito sem cabelos.

Vale a menção de que os carecas existem ao longo da história humana. Junto com ele surgiram toda uma sorte de remédios e soluções os mais estapafúrdios.

E neste vai e vem, mitos pipocaram no mercado. Alguns deles são: xampus antiquedas que controlam a calvície, raspar a cabeça para engrossar os fios, misturar anticoncepcional no xampu para fortificar o cabelo restante, dormir com cabelo molhado para não provocar queda e evitar lavar o cabelo todo dia para não enfraquecer os fios. (da Gazeta Itapirense)

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