BAIRROS DO GUAÇU VIRAM LIXÃO A CÉU ABERTO

Com mais de 50 pontos de descarte de lixo, a Divisão de Limpeza Pública (DLP) não tem como dar conta de tanta imundície ao mesmo tempo. O volume de resíduos de toda espécie e tamanho se espalha por diversos bairros do município.

Em alguns deles, a situação beira a lixão a céu aberto, como ocorre nas proximidades da fazenda Tijuco, nas cercanias da Ingredion. Porém, não é só lá que isto se verifica. Em quase todos, como a Vila São Carlos, um bairro esquecido, a cena estarrecedora de entulho e móveis em frente das casas, assim como de material orgânico misturado, é cena habitual.

Mas porque tanto lixo jogado em calçadas, vias públicas e terrenos baldios, próximo de moradias? Por que tanto descarte irregular por toda a cidade? 

O problema é sério e requer ações integradas para reduzir esta cultura tipicamente guaçuana, que se tornou endêmica.

Para Diva Soares de Lima, chefe da DLP, não há como limpar tudo ao mesmo tempo. A estrutura da Divisão é modesta e realiza, com esforço dos funcionários, mais do que o básico. Daí, o resultado é uma infinidade de bolsões e pequenos pontos que se avolumam com a porquice alheia ao longo dos dias. Falta, de fato, cidadania também.

“Tudo é limpo quando as equipes passam pelos bairros, nas datas dos calendários. Veja, nas áreas rurais vão 2 pessoas e ensacam o que tiver por ali três vezes por semana. Contudo, é preciso contar com o bom senso dos munícipes nas áreas urbanas idem, o que nem sempre é viável”, explica.

As convergências de ações reclamam selar uma cadeia correta que cuide do lixo de maneira apropriada. Logística reversa, vejam, é um termo ainda bem pouco conhecido dos guaçuanos, por exemplo. Uma total e completa ignorância. Coleta seletiva: inexiste.

É preciso investir na conscientização eficaz em compasso com a educação ambiental nas escolas, mas poucos se interessam em temas relacionados ao meio ambiente. Além de tudo, existe uma Câmara Municipal totalmente alheia ao problema, com vereadores mais preocupados com o próprio umbigo do que com os problemas reais da cidade. É o que se pode classificar de Legislativo de Picarescos.

No outro lado da moeda, a fiscalização da SAAMA (Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente) faz o que pode, ‘se vira nos 30’. Possui apenas um fiscal para dar conta de todo o perímetro urbano e rural do Guaçu e combater estas diatribes.

Quando consegue flagrar os porcalhões, o fiscal Cleofas Viana notifica e multa os sem noções, com valores entre 50 a 200 UFIMs – o equivalente a R$ 147,5 e R$ 590,00. Viana também fez uma série de vídeos de pessoas jogando lixo, entulho e moveis em áreas urbanos. As gravações estão em sua página do facebook.

Diva, da DLP, por sua vez confirma outro agravante: o de que os munícipes não seguem as orientações dos calendários anualmente distribuídos às moradias, com informações sobre descartes dos lixos e entulhos.

 “O poder público faz a parte dele como é possível. A Prefeitura também tem seus apertos financeiros, mas não deixa de realizar os serviços. Realmente não é nada fácil, porque parte da população não tem consciência do mal que causa ao meio ambiente quando joga lixo em qualquer lugar.

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