BAIRRAL RECRUTA PARA TESTE COM NOVOS MEDICAMENTOS CONTRA ALZHEIMER

O Instituto Bairral está recrutando pacientes para participar de testes com dois novos medicamentos de combate ao Alzheimer, doença degenerativa e progressiva do sistema nervoso central.

O recrutamento está sendo feito pelo telefone (19) 3863-9438, com Ângela, que fará uma pré-triagem dos possíveis pretendentes.

A coordenação do trabalho é do psiquiatra Acioly Lacerda, especialista mundial no tratamento da doença e coordenador do Centro de Pesquisa de Novos Medicamentos do Sistema Nervoso, aqui do Bairral, desde 2008.

É ele quem realiza as consultas com os pacientes que já passaram pela fase de triagem, encaminhando-os para exames de rotina e de diagnósticos por imagem, estes realizados na Unicamp.

Já nas consultas, são explicadas as formas de intervenção terapêutica, os seus objetivos e como se dará todo o tratamento, que nada mais é que uma pesquisa de ponta utilizando os novos remédios fabricados nos Estados Unidos.

Acioly coordena o centro local desde 2008 e ministra aula na Faculdade Paulista Medicina (FPM), da Unifesp. É conferencista internacional e possui pós-doutorados pela Universidade de Pittsburgh (EUA). Ele esclarece que serão formados grupos de pacientes que receberão, inicialmente, os medicamentos. A outro serão ministrados placebos, ou seja, remédios sem o princípio ativo.

 “Isto não significa que ficarão sem tratamento, muito pelo contrário. Todos receberão a terapêutica do Bairral para a doença, que é bastante avançada, assim como os medicamentos novos que estão em análise após a fase de comparação. Ninguém ficará prejudicado”, garantiu.

A previsão é um tratamento intensivo por pelo menos um ano, com atendimento contínuo aos pacientes acometidos com Alzheimer estágio entre leve e moderado.

“Já os pacientes que apresentem um quadro avançado e severo da doença não serão atendidos, porque a terapêutica, infelizmente, não conseguirá controlar a evolução irreversível do Alzheimer”, declarou o médico.

O tratamento é inovador. Lacerda cita que, pela primeira vez na história, os medicamentos buscam tratar as causas do Alzheimer e não os seus sintomas, como vinha acontecendo até hoje.
Eles não curam a doença, mas “estacionam” a evolução do Alzheimer.

Há muita expectativa em torno destes medicamentos, pois de acordo com Lacerda, uma ‘vacina’ com resultados semelhantes mostrou que degeneração das células nervosas não evoluiu em mais de 40%.

“Isto possibilitou que pessoas pudessem viver uma vida quase normal por um prazo acima de sete anos, quando poderiam estar em estágio final. Cito o exemplo de uma senhora aqui mesmo de Itapira, que dirige e vai ao supermercado por causa da vacina. Agora é a vez destes dois medicamentos ultra modernos”, afirmou o médico coordenador do estudo na América Latina.

Os novos remédios ainda não possuem nomes propriamente ditos, e um deles também trata as causas da depressão conjuntamente.

“Mal comparando, o Alzheimer é como que um depósito de resíduos naturais do cérebro, que acabam por destruir os neurônios. Estes medicamentos tentam evitar o acúmulo dos resíduos e o consequente definhamento do cérebro”, esclarece.

As pesquisas acontecem em conjunto com outros centros semelhantes em pelo menos 20 países. O Brasil, através do Bairral de Itapira, é considerado um dos polos do estudo pelo know how adquirido na área de psiquiatria, doenças degenerativas do sistema nervoso central e outras áreas afins.

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