AUTORIDADES POLICIAIS DEFENDEM REGULAMENTAÇÃO DO ZAP ZAP

A mais recente polêmica em torno do uso do WhatsApp, bloqueado há 10 dias por ordem da Juíza Daniela Barbosa de Souza, do Rio de Janeiro, trouxe de volta a discussão a respeito de regulamentar este meio de comunicação instantânea.

Desde o começo do ano foi a terceira vez que o aplicativo, verdadeira febre em vários países do mundo, foi bloqueado no Brasil por decisão judicial e sempre com o mesmo argumento: liberação de comunicação para efeito de investigação criminal.

A reportagem ouviu autoridades ligadas à questão de segurança pública e existe um certo consenso de que existe a necessidade de uma regulamentação, medida está,aventada pelo Ministro da Justiça, Alexandre Moraes, logo depois da polêmica mais recente.

A Delegada Titular do Departamento de Investigações Gerais (DIG) da Delegacia Seccional de Mogi Guaçu, a itapirense Edna Elvira Salgado Martins, avalia que da forma como o aplicativo é usado hoje em dia dificulta o trabalho de investigação. “É uma forma de comunicação que se disseminou e, evidentemente, com bom e mau uso”, observa. Ela acha que a regulamentação do uso do WatsApp deve ser feita com urgência.

“Quem faz uso correto não pode ser prejudicado, daí a necessidade de uma fórmula que permita que as autoridades de segurança possam ter um embasamento legal, como ocorre por exemplo com a interceptação de linhas telefônicas, autorizadas pela autoridade do Judiciário”, ponderou.

O comandante do 26º Batalhão de Polícia Militar de Mogi Guaçu, Ricardo Mello Araújo tem pensamento parecido. “Você não pode penalizar as pessoas que fazem uso correto do aplicativo. Hoje em dia é um instrumento de comunicação que traz benefícios a muita gente. Inclusive para corporações policiais. Eu entendo que deva ser criado um mecanismo que puna, por exemplo, com aplicação de multas, desrespeito a ordem judicial. Mas jamais defenderei o bloqueio total do sistema”, registrou.

O comerciante José Carlos Domingues,41, presidente do Conselho Municipal de Segurança também defende regulamentação.

“Um aplicativo que ofereça mecanismos de total privacidade de comunicação evidentemente acaba sendo interessante tanto para quem o usa para o bem, quanto para o mal. Por isso apoio a iniciativa das autoridades no tocante no sentido de que haja uma regulamentação no uso do aplicativo. O que ocorre com a comunicação telefônica é um exemplo claro de que isso é possível”, finalizou.

Fernando Gasparini – da Gazeta Itapirense

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *