ASSESSORES: VEREADORES EMPURRAM COM A BARRIGA E JOGAM BATATA QUENTE PARA 2017

A batata quente sobrou para a nova legislatura da Câmara Municipal, com a posse dos vereadores eleitos que começam a ‘trabalhar’ a partir de 2017.

Por decisão ocorrida na sessão da última segunda-feira, a maioria (por 9 votos a 2) rejeitou o Projeto de Lei Complementar que pretendia limitar o número de assessores de cada vereador de dois para um. Votaram a favor da medida os vereadores Alex Tailândia (PRB) e Carlinhos da Imobiliária (PTC).

O PLC é de autoria da Mesa Diretora da Casa e previa também que o presidente do Legislativo tivesse 4 em vez de 5 assessores, como ocorre atualmente.

Carlinhos da Imobiliária argumentou que a redução era uma exigência do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), mas a demanda não encontrou guarida entre os demais parlamentares. Além disso, caso não colocasse a propositura em votação, Carlinhos poderia ter problemas com relação à aprovação de suas contas públicas no exercício da presidência da Casa.

De acordo com um fonte do JG, “agora a batata quente está nas mãos dos vereadores da nova legislatura que terão, invariavelmente, que decidir sobre este tema. Aposto que, mais cedo ou mais tarde, irão rever a medida e o número de assessores será outro”, ressaltou.

Questionado dos porquês da atual legislatura não ter optado pela redução neste momento, conforme o projeto da Mesa Diretora, a fonte comentou que o “jogo já estava jogado e que não faria sentido decidir, aos 42 minutos do segundo tempo, algo que impacta sobre os novos vereadores. Eles têm o direito de decidirem e arcarem com as responsabilidades”, afirmou.

O fato é que a quantidade de assessores dos vereadores sempre esteve além da chamada representatividade. Agora se depara com um crescente clamor popular que busca incentivar o Ministério Público a se pronunciar a respeito – ou que mergulhe mais profundamente nesta questão.

Boatos inferem que, desde muito tempo, a contratação de assessores seria uma espécie moeda de troca por apoio aos vereadores eleitos no período de eleições.

Também seria, conforme rumores, uma forma de amealhar um percentual do pagamento dos salários dos servidores comissionados; uma espécie de pedágio nunca investigado mais profundamente, mas que poderia talvez descobrir um iceberg abaixo de uma pontinha de gelo.   

Vale lembrar que a medida precisava de 6 votos para ser aprovada, mas só obteve o apoio de apenas um terço deste montante. Uma nova votação da propositura pode ocorrer em janeiro de 2017, quando o novo Presidente da Casa assumirá o comando da Mesa Diretora da Câmara.

 

FOTO: site da Câmara Municipal

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