ARTIGO: INDÚSTRIA NA CAMPININHA, NÃO!

A fazenda Campininha, Reserva Biológica de Mogi Guaçu, foi criada pelo decreto Estadual nº 12.500, de 07 de Janeiro de 1942, portanto já tem 72 anos de existência. De acordo com o Interventor Federal no Estado de São Paulo na época, Dr Fernando de Souza Costa, declara essa área como uma necessidade para conservação da Fauna e da Flora do Estado de São Paulo.

A Campininha ocupa uma área de 470 ha tendo como vegetação predominante o cerrado, variando de cerradão a campo existe também atualmente uma área de cultivo de Pinus além de uma área de mata ciliar. Um dos pontos mais conhecido é a trilha da figueira onde podemos encontrar um espécime de Figueira Branca com altura aproximada de 40 metros com suas raízes em tabeira que fazem dessa árvore uma atração turística.

Em relação a Fauna temos a presença de um grande números de espécies diferentes de aves, anfíbios, répteis e mamíferos de pequeno, médio e grande  porte, além do grande números de invertebrados e peixes que se utilizam das lagoas marginais e riachos localizados na Fazenda para sua reprodução. De acordo com a Lista do IBAMA de animais ameaçados de extinção no Estado de São Paulo 16 espécies podem ser encontradas no local. Dentre elas encontramos a onça – parda, o tamanduá – bandeira, o lobo – guará e o gavião – belo, o que nos mostra a importância da preservação do local, para conservar as espécies ameaçadas de extinção. Além dos animais ameaçados de extinção também encontramos espécies vegetais que constam da lista das espécies ameaçadas como a Aristolochia e o Palmito Juçara.

Preservar a Fazenda Campininha é uma obrigação do poder publico, Estadual e principalmente municipal, pois ela é um patrimônio do povo guaçuano, é preciso ficar atento a qualquer iniciativa que tenha como objetivo a deterioração desse ambiente que serve de abrigo para uma grande quantidade de seres vivos que merecem o direito a vida. Além disso, encontramos nessa região um grande patrimônio genético que deve ser preservado a qualquer custo.

Não podemos nos render a grandes corporações que direta ou indiretamente querem explorar essa região, pois já estamos percebendo que a destruição do meio pelo homem leva a desequilíbrios que atingem a ele mesmo como é o caso da crise hídrica que estamos vivendo atualmente. A implantação de qualquer empreendimento na área com certeza levará a um problema sério, pois a presença constante de pessoas, o barulho, a passagem de veículos, a poluição do ar e do rio serão o ponto de partida para a perda do que é para a natureza um berçário natural.

Professor André Luiz de Oliveira
Coordenador Observatório Gestão Pública do Trabalhador.
Coordenador Regional Intersindical

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *