ARTIGO: A ELITIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB – no artigo 36, o currículo do Ensino Médio observa as seguintes diretrizes: Destaque ao Ensino tecnológico; Compreensão da ciência das Letras e das Artes; a Transformação da Sociedade; a Cultura da Língua como instrumento de inclusão no mundo do conhecimento e da cidadania; além de tornar obrigatórias as disciplinas de Filosofia e Sociologia no Ensino Médio. Esses pontos são fundamentais para desenvolver o senso crítico e estimular os alunos a buscar os problemas, analisar as hipóteses e propor soluções.

Nosso atual governo, através da medida provisória n⁰ 746 que trata da reforma do Ensino Médio, vem através de uma medida antidemocrática de um governo Golpista, atentar contra um Estado Democrático, onde a discussão de um tema de fundamental importância para o desenvolvimento de nosso país é deixado de lado e tratado de forma simplista e sem debate nenhum para resolver um problema de grande complexidade.

A atual reforma do Ensino Médio tem como objetivo fomentar a privatização das Escolas e a terceirização da mão de obra em função de uma redução da aprendizagem. Essa Medida também atenta contra os direitos dos estudantes de ter acesso a uma escola pública de qualidade, democrática e ampla com um currículo diversificado proporcionando a possibilidade de acesso a uma universidade e não apenas para o mercado de trabalho.

A senadora Fátima Bezerra considera que a Medida Provisória parte de uma pauta que representa a desconstrução da Política Educacional brasileira, também enfatiza a mobilização dos Estudantes como um alento para corrigir esses rumos.  Outro fator preocupante nessa Medida Provisória é a dispensa da necessidade de diploma de licenciatura para os professores da Educação Básica, pois de acordo com a mesma, podem ser contratados professores com “notório saber” para ministrar aulas que tenham relação com sua formação específica. 

Essa proposta de mudança não condiz com os anseios dos filhos da classe trabalhadora, pois a mesma é excludente e propõe duas escolas distintas, uma para os filhos da classe operária voltada para o mercado de trabalho, e outra para os filhos da Elite de formação geral, visando as melhores universidades e os altos cargos, tanto no setor privado quanto no setor público. A atual Medida também propõe uma escola com formação menos critica, com menos conteúdos, dessa forma formaremos cidadãos com menor capacidade de compreender o mundo em que vive e saiba discutir, questionar e propor soluções para os problemas ao seu redor.

Por tudo isso, não iremos aceitar essa reforma calados, é fundamental lutar para que essa Medida Provisória seja rejeitada de forma ampla pela sociedade pressionando o Congresso a votar contra a mesma, para que nossos filhos tenham um ensino de qualidade, democrático, inclusivo e voltado para a formação de um cidadão sensibilizado e que lute por seus direitos.

 

Professor André Luiz de Oliveira,  coordenador Intersindical Sede Mogiana

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *