AÇÃO: PREFEITURA PRESTA ASSISTÊNCIA A 123 MORADORES DE RUA

De acordo com a nota da Secretaria de Comunicação, a Prefeitura não está de braços cruzados em relação aos moradores em situação de rua em Mogi Guaçu. São 123 pessoas acompanhadas de perto pela Promoção Social, a partir o Creas e da Casa da Acolhida. Leia abaixo, na íntegra, a nota enviada ao JG.


A assistência a pessoas que vivem em situação de rua em Mogi Guaçu está sendo prestada pelo CREAS (Centro de Referência Especializada em Assistência Social). Atualmente, o CREAS acompanha e dá atendimento a 123 pessoas, mas há mais, em número incerto, que são conhecidas à medida que o órgão é acionado por denúncias ou pedidos de auxílio.

As 123 pessoas que estão sendo acompanhadas atualmente se concentram na região central da cidade, predominantemente nas praças Cândido Rondon, em frente do Hotel Taguá, Antonio Giovani Lanzi (Capela) e da Bíblia (defronte ao Cemitério Municipal), bem como no posto de combustível desativado ao lado a Estação Rodoviária e sob as pontes do Rio Mogi Guaçu.

A existência de semáforos por perto parece atrair parte desses grupos de moradores de rua por facilitar a abordagem aos motoristas para pedir esmolas, como no caso das praças da Bíblia e Cândido Rondon.

O CREAS realiza abordagens três vezes por semana, geralmente com apoio da Guarda Civil Municipal, especialmente a indivíduos que se abrigam em casas abandonadas e debaixo de pontes, pois nem todos são receptivos a dar informações e receber ajuda.

Praticamente todos são dependentes químicos, de álcool ou drogas, ou ambos. Há apenas um casos de indivíduo que também apresenta quadro psiquiátrico sem ser dependente químico.

A maioria recusa ajuda e está ciente que tem o direito constitucional de ir e vir, o que impede as autoridades de agir à revelia para tirá-los das ruas – o que somente é possível em caso de perturbação da ordem pública ou outro comportamento que justifique a ação coercitiva.

Nem todos se identificam pelo nome verdadeiro, sob a alegação de não possuir documentos. Por isso, pode haver entre eles mais ex-presidiários e indivíduos com passagens pela polícia do que os poucos que admitem ter histórico dessa natureza.

Basicamente, aos que aceitam a assistência do CREAS, o órgão tem encaminhado alguns para tratamento psiquiátrico, a outros têm fornecido, através do Albergue Noturno, passagem para que possam retornar à suas cidades de origem, e alguns tem conseguido reinserir na família, após contatar parentes.

No entanto, há famílias que só os aceitam de volta depois de se submeterem a tratamento psiquiátrico, o que leva pelo menos dois meses.

Quando há vagas, os que aceitam são encaminhados para a Casa de Acolhida.

OPINIÃO DO JG

Cuidar dos moradores em situação de rua é papel preponderante do poder público, mas a sociedade deve contribuir e não apenas criticar por criticar, ou varrer o problema para debaixo do tapete e criminalizar muitas pessoas nestas condições. Perdoe-nos a franqueza, mas isto tem um nome: oportunismo deslavado!

Bira Mariano

Formado em Jornalismo pela Unaerp - Universidade de Ribeirão Preto, com módulos de pós-graduação em Jornalismo On Line pela Fundação Cásper Líbero. Trabalha na área desde 1995 e possui alguns sites, dentre eles o Jornalístico e o Animal e Companhia.

Seja o primeiro a comentar