A POLÍTICA PRECISA ENFRENTAR OS NOVOS MUSSOLINIS

Não existe outro caminho senão o enfrentamento. A política é mesmo o entrechoque e não um campo para reclamões ou mariquinhas, os novos Mussolinis, os news-fascistas, que arrojam os políticos a uma vala comum tão só de corruptos, sem lembrar que reclamar não adianta nada. Não que estes não existam, obviamente.

Política, para ser mudada por dentro e expandir os anseios por fora, é necessária ser vivenciada com extremo. Tal como um campo de batalha, para melhorar a vida das pessoas, é fundamental que se expresse por meio de pressões e…vivenciando a política.

O campo conservador, o dos reclamões esporte clube, os  news-mussolinis, se exprime pelo senso comum de que todos os políticos são corruptos e que a política é o pau de galinheiro.

Esta generalização tanto quanto burra faz do campo democrático um imenso território dos discursos falso-moralistas, aberto à demonização da participação do povo nas instâncias de poder e abre vias claras ao autoritarismo e à quebra da vida institucional.

Contudo, as maricas que demonizam a vida política – nem sempre expressada em viés partidário, o que é outra coisa – sequer participam da vida social de uma cidade. Como aqui em Mogi Guaçu  acontece.

Quantos reclamam da aplicação dos recursos na Saúde (que acontecem, claro), porém, não se preocupam em saber para onde as verbas são destinadas e como de fato elas são geridas e acompanhadas pelos mecanismos de fiscalização.

Aliás, os news-mussolinis participam dos conselhos inerentes do setor?

Não, uma vez mais, não.

Isto porque é mais fácil arrojar governantes à crítica veemente da opinião pública, patrocinadas por meios de comunicação tão conservadores quanto fascistas, vorazes em defender o seu quinhão seja ele qual for.

Outro ponto.

Os reclamões também não participam de conselhos de assistência social. Eles não sabem sequer o que significam LOAS (Lei Orgânica de Assistência Social) e o que este instrumento pode fazer em benefício dos mais carentes e a libertação dos mais necessitados. O Brasil evoluiu em assistência social e os new-mussolinis, pelo contrário, enxergam apenas o contrário.

Criticam de forma voraz as ações assertivas o sindicalismo e os trabalhadores unidos e reunidos, assim como o combate à miséria e tratam os mais pobres como vagabundos ou como massa de manobra para o discurso conservador em contraste ao estado de bem estar social tão humilhado no Brasil.

Reclamam da Segurança Pública, no entanto nunca estiveram numa reunião altamente democrática do Conseg (Conselho de Segurança), onde podem até mesmo desabafar diretamente para os agentes principais da segurança pública de uma cidade.

Maldizem os agentes do terceiro setor dos diversos matizes ideológicos, reunidos em associações que lutam para inserir suas entidades como de utilidade pública, e assim conseguir recursos municipais, estaduais e federais para tocar projetos interessantes para a vida de muitos.

Tudo isto e mais e mais é obtido e conquistado por políticos, por pessoas que são politizadas idem, sejam eles do Executivo e  também do Legislativo. Inclusive os meios de fiscalização podem e devem ser feitos por meio da política clara e transparente, ao serem aprimorados.

Mas não: os reclamões, conservadores e new-mussolinis, tolhem a vida social e jogam a participação popular no lixo, quando não a manejam contra as instituições e governos democraticamente eleitos; utilizando muitas vezes meios de comunicação açodados para tais misteres, a soar seus trombones apocalípticos versus quem faz política.

Assim sendo, é preciso sobrepujar estes ardis do obscurantismo e participar da vida política da nossa cidade intensamente.

Como algumas mulheres assim o fazem em Mogi Guaçu, lutando por um espaço claro e definido contra o machismo e a operante ideologia da dominação.

Açucena Ferraz Bizarria, bispa Marinês e Lili Barbosa são exemplos. A primeira candidata a deputada estadual e as duas últimas a deputadas federais. São modelos de quem, num mar de maioria de homens, partiram para luta e não fugiram ao seu dever de cidadãs.

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