137 ANOS: POR QUE O GUAÇU NÃO FOI À MERDA TOTAL?!

Mogi Guaçu atingiu os seus 137 anos no último 9 de abril sem muito o quê comemorar. Convenhamos: o município há tempos perdeu aquele brilho  por ser (e é) a maior cidade da Baixa Mogiana.

Para as pessoas que passam pelas rodovias que o margeiam há uma síntese de dinamismo, progresso e desenvolvimento. Grandes empresas, indústrias e outros empreendimentos dão um retoque de borda bonita com recheio estranho.

Esta Mogi Guaçu brilhante, que segura as pontas é a cidade das pessoas de bem, das pessoas que laboram e que lutam por uma comunidade mais fraterna e com solidariedade, humana e socialmente justa.

Há que se dizer que há outro município: o dos políticos, que por mais de 40 anos fizeram troca-troca de poder e que, ao se exaurirem em si mesmos, pretenderam exaurir as forças vivas desta bela cidade.

Apesar disso, a despeito de tanto ser sugada, só não foi à bancarrota porque é forte o suficiente – economicamente falando – para não ficar ao largo da história.

Mesmo assim, há algo de estranho nesta cidade que está entre as 50 economias do Estado de SP, que tem um parque industrial ainda formidável, um comércio pujante e um setor de serviços cada vez maior.

O estranho não está nas engrenagens interiores das forças vivas que catapultam o município acima da classe política de merda que ainda viceja por aqui.

São estes representantes da politicalha de baixo calão, os antigos de sempre que não se renovaram; aliados aos neófitos de pouca idade, mas com cabeça antiquada, que tentam varrer a cidade para o buraco da inércia e do esgotamento de suas ações tacanhas.

Felizmente, as forças que amam o Guaçu conseguiram, nestas últimas quatro décadas, suprir de ânimo contra os politiquismos que acham que tudo aqui é coisa de família, déspotas não esclarecidos que buscam fazer a política do personalismo e do egoísmo.

A ausência de políticas públicas abrangentes em vários setores esgarçou o tecido social, e com isto criou uma comunidade carente que necessita de salvadores da pátria, deste ou daquele político como o grande Cara que, após se eleger, tem mais que cuidar de alojar os  apaniguados no poder, assim como os puxa-sacos e os que desejam cargos em confiança. Isto sem falar no terror que é atender os vereadores.

Óbvio que há ilhas humanas de excelência na política local, que vieram de anos de antanho e que ainda estão aí, no poder, contudo buscam se renovar e ainda assim aprimorar a inclusão em virtude de anos anos de experiência. Tudo para evitar que o Guaçu suma de uma vez por todas.

Também há mentes novas que vingam na atual administração e que tentam por em prática algo de renovado, de legal e diferenciado.

É preciso estimular estas pessoas, dar espaço para que operem – unidas à população e lideranças comunitárias e empreendedoras, sem dispensar a força do prefeito – para dinamizar o Guaçu e para que voltemos a ter orgulho dos políticos com P maiúsculo, no contraponto a muitos que, convenhamos, nos envergonham atualmente.
 

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