ZANCO PROPÕE UNIÃO DE FORÇAS CONTRA CRACOLÂNDIAS NO GUAÇU

“União de forças”. É com esta meta que o presidente da Câmara, Luís Zanco Neto, o Zanco da Farmácia (PTC), líder comunitário e parlamentar da Zona Sul, pretende trabalhar daqui por diante para combater o surgimento de cracolândias na cidade de Mogi Guaçu.

A proposta visa congregar a população, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além das forças de segurança, para um combate efetivo ao que o vereador considera o maior flagelo dos nossos tempos: o uso de drogas ilícitas.

“Não é um ação de forças, de espancamento, de desalojamento puro e simplesmente”, comenta o vereador.

“Vai mais além, pois propõe unir objetivos em comum que possibilitem atendimento médico, psicoterápico, de enfermagem e social que, enfim, reabilite os usuários. Mas sem se esquecer do enfrentamento policial contra o consumo livre em próprios públicos, e também ao tráfico realizado nestes locais”, explica.

Zanco adverte que tem recebido muitas queixas de moradores de diversos bairros contra possíveis bolsões de crack, que já são verdadeiras áreas livres para o consumo desta droga. Um terra de ninguém. 

“O incômodo existe e a população questiona os porquês de não haver um combate real contra este estado de coisas. O que o povo deseja é que os bolsões de crack não se transformem em uma cracolândia ao estilo de São Paulo. O povo necessita e apela para um policiamento ostensivo mesmo quando a quantidade de droga a ser apreendida seja pequena”, declara.

Para Zanco, contudo, as polícias também precisam de um suporte maior para agir, que tenham a guarida de Justiça e da população para serem certeiras, isto é, que possam atuar de forma eletiva ao deterem quem deve ser detido ou encaminhar para o tratamento quem precisa de fato”, menciona. “Precisamos apoiar os policiais e guardas municipais”, destacou.

O vereador elenca que falta um elo da corrente neste assunto, que é o Social municipal possuir programas específicos para a demanda, “já que não adianta esconder o sol com a peneira, porque o problema existe e precisa de soluções”, cita.

“Também é fundamental que a Saúde acolha quem necessita de tratamento e encaminhe os casos graves a tratamento. Outra medida é o Jurídico da Prefeitura agir de forma rápida e conseguir internações, compulsórias ou não, em locais apropriados e de referência no tratamento a quem é dependente de crack”, afirma.

Zanco então propõe “que todos se sentem à mesa para discutir de forma límpida, sem preconceitos e efetivamente para combater o problema do crack no Guaçu. Que sejam reuniões com conteúdos, sem acusações a ninguém, para que tenhamos um programa com objetivos a pequeno, médio e longo prazos, com ações que beneficiem especialmente a população amedrontada; também aos usuários de drogas”, ponderou.

Bira Mariano

Formado em Jornalismo pela Unaerp - Universidade de Ribeirão Preto, com módulos de pós-graduação em Jornalismo On Line pela Fundação Cásper Líbero. Trabalha na área desde 1995 e possui alguns sites, dentre eles o Jornalístico e o Animal e Companhia.

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