OPINIÃO: DIA DO MEIO AMBIENTE É ZERO À ESQUERDA NO GUAÇU

Para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado na segunda-feira (5), algumas Secretarias Municipais do Meio Ambiente do país, em conjunto com empresas, escolas e a participação cidadão, realizam diversas atividades que lançam luzes para grande necessidade da sustentabilidade.

E no Guaçu, o que se realizará?

A pergunta é como um grito no escuro. Ninguém ouve e ninguém responde. Não é uma afirmação em tom de crítica, mas de lamento. E não é de exclusividade da nossa cidade.

Infelizmente, o Meio Ambiente no país como um todo está relegado a segundo plano na ordem das ações das prefeituras.

Não somente as prefeituras, mas governos estaduais e o falido e corrupto (des)governo temer, não pensam e refletem acerca das necessidades ambientais como proponente do presente e do futuro, um bem a ser deixado para as gerações que virão.

Este cenário desolador é fotografia três por quatro do que se transformou o nosso país ao longo da cavalgada contra a democracia.

Doente, o país passou a ser comandado e defendidos por pessoas mais doentes ainda. Mentecaptos puros a atirarem contra a democracia, a defenderem valores arbitrários e execração dos direitos mínimos que também usufruem. Uma verdadeira bizarrice e esquizofrenia.

Parece, portanto, que pleitear ações e políticas públicas claras que possibilitem alavancar a noção da importância do meio ambiente é coisa de esquerdopata, de ecochatos ou ambientalistas vermelhos. Que seja!

Aqui em Mogi Guaçu, deveríamos hoje pensar e agir para colocarmos em prática questões objetivas como a água, esgoto, lixo urbano e industrial, plantio de árvores, educação ambiental, rio Mogi Guaçu e, claro, sanções, muitas…porém, estas últimas são coisas que faltam efetivamente.

Quem fiscaliza está mesmo afim de trabalhar…ou está impedido de fazer a coisa certa?  Infelizmente, este panorama da fiscalização risível se conceitua por várias e várias razões, em especial pela ausência de mais fiscais comprometidos de fato com o meio ambiente (e há quem seja) e, principalmente, por uma estrutura realmente adequada que dote os fiscais de força e apoio.

Um reduto que seria espaço cidadão, de preferência para se debater o Meio Ambiente, são as escolas; atualmente manietadas por situações ideológicas diminutas e excludentes. As atividades nos colégios serão, mais uma vez, aquelas modorrentas da apresentação com cartazes de cartolina, um plantio de árvore aqui e acolá, somente para constar no protocolo e só.

As empresas, indústrias em especial, mas todas como um todo, inclusive do comércio, deitam e rolam contra pulmões guaçuanos, ruas e recursos naturais da cidade e nada é feito eficazmente para coibir. E o fazem tudo em nome do desenvolvimento e do progresso antiquado.

Cidadãos emburrecidos dão de ombros ao tema e acham que isso é coisa de gente que não o que fazer.

Na Câmara, vereadores pirotécnicos em busca de likes no Face, com toscas mensagens de deus e de paz, revelam uma ignorância asenina em relação a tudo que se refira à ecologia, bioma, preservação ambiental.

São pouco letrados com quase nenhuma capacidade de pensar alto sobre a importância do 5 de Junho. E assim vão vivendo, com dificuldade de entender os dias atuais, como aconteceu com um nobre parlamentar que, homofóbico e sem espírito de inclusão, criticou a destinação de verba cultural (do governo de SP) para apoiar a realização da Parada do orgulho Gay. Uma pena.

No Executivo, a coisa é um pouquinho diferente devido às ações realizadas e patrocinadas pelo Samae, também parcas atividades nas escolas municipais, ou na participação direta do prefeito em atividades como o Abraço ao Rio Mogi Guaçu.

Mas falta fiscalização. E como falta. Sem ela é como uma boca banguela sem os incisivos da frente, que mostra uma boca estranha com caninos ao lado sem a força necessária para se fazer coisa de fato efetiva. A fiscalização ambiental capenga é como uma boca banguela. Todo mundo ri e sente dó.

Estamos, graças a Deus, mercê de atividades sensacionais como as dos Sentinelas do Rio Mogi Guaçu, grupo que neste ano cresceu e ganhou corpo, e hoje é um dos principais na defesa e educação ambiental do município. É fundamental valorizá-los e apoiá-los inclusive financeiramente.

Outra agenda interessante foi o 2º Domingo na Franco, realizado ontem, 04, mas que recebeu uma nota sonolenta e tamanho rodapé da Comunicação, isto porque era para divulgar os eventos que relembrariam o Dia Mundial do Meio Ambiente no Guaçu. O evento, mais uma vez, foi um baita sucesso e uniu ações de preservação e lúdicas.

Por fim, o consumo de carne e derivados animais, aliado a uma sociedade de consumo que explora a terra de forma criminosa, bem como a necessidade de ser ter e mais  para ser feliz nos direciona para o cadafalso. Vivemos uma vida de exploração, de opiniões mesquinhas e ações torpes.

O mesmo acontece em relação ao Meio Ambiente.

Bira Mariano

Formado em Jornalismo pela Unaerp - Universidade de Ribeirão Preto, com módulos de pós-graduação em Jornalismo On Line pela Fundação Cásper Líbero. Trabalha na área desde 1995 e possui alguns sites, dentre eles o Jornalístico e o Animal e Companhia.

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