CRISE: PROSTITUTAS RECLAMAM QUE HOMENS DEIXARAM DE FUNHANHÁ

Não está nada fácil para ninguém. A crise econômica que assola a economia brasileira, quebra empresas, gera milhões de desempregados e arregaça com quase todos os setores produtivos, agora brochou de uma vez por todas com um nicho econômico que parecia incólume aos avanços da tempestade econômica: a prostituição.

O mercado de mulheres de companhia, antes rijo como uma peroba rosa, dá sinais de uma engazopada que nem o viagra pode dar jeito.

Sim, a procura pelo prazer pago está em declínio e anda deixando ‘as meninas’ com as periquitas mais do que em polvorosa.

Foi o que constatou a reportagem em um tradicional ponto de prostituição de Mogi Guaçu, localizado às margens da SP-340, bem pertinho do Motel Dallas, nas redondezas de um movimentado posto de combustível, quase na divisa com Mogi Mirim.

Rose, uma bela morena de 26 anos e seis de prostituição, comentou que nos áureos tempos da economia chegou a fazer mais dez programas por dia.

“Hoje em dia quando consigo três é um milagre. É para se comemorar”, falou a moça de olhar atrevido e corpo coberto com camiseta amarela de malha de algodão, que revelava seios em soutien clarinho e de ‘faróis’ aceso e empinados para cima, como a um girassol que segue o sol bem de pertinho.

A moça revela que a crise já está botando caraminholas na cabeça dela, fazendo pensar em largar a vida de mulher fácil para ir trabalhar na roça de laranja. Isso até as coisas melhorarem. “Vou dar mais um tempo e ver como as coisas vão ficar” ponderou mais reflexiva.

Em um outro ponto, Sabrina mantinha-se ereta e firme ao mostrar as coxas roliças debaixo de um vestidinho preto elastina. As pernas, claro, atraíam olhares cobiçadores de motoristas que passavam por ali como se estivessem a apreciar tipos exóticos.

Sabrina tem 32 anos e um frescor ainda típico da juventude. Perfumada, sensual, porém com alguns vincos no rosto, marcas profundas de quem fez escolhas talvez difíceis e contrárias ao que realmente gostaria.

Ela também, claro, esconjurava contra a crise. “Cheguei de manhã, por volta das 9h, e já é quase meio dia e não consegui nenhum cliente. Há meses que a coisa anda deste jeito. O culpado é este governo f.d.p. que acabou com a economia do Brasil”, disse com uma interjeição característica no olhar, misto de raiva e ódio.

Para a simpática Cintia, de 22 anos, a situação não vai mudar tão cedo. Segundo ela, a crise atual é comparável a um tsunami que vai destruindo tudo e depois leva tempo para arrumar a bagunça. “E claro que afeta o nosso orçamento, porque a gente depende disso para viver”, relatou.

Para se ter uma ideia do quanto andam as coisas paras as prostitutas, o valor do encontro, que já chegou a R$ 150 para algumas delas, está na faixa de R$ 50,00. 

“Ontem, por exemplo, fiz um programa por R$ 40,00. Isso é dinheiro de pinga e não de biscate”, declarou sarcástica a bonita Alessandra, de 27 anos, que estava ao lado de Cintia.

“As pessoas estão mais preocupadas em colocar arroz e feijão dentro de casa do que fazer programas sexuais. Transar deixou de ser prioritário”, filosofou. “Ainda bem que eu moro com mais outras três meninas. A gente divide as despesas e gastamos somente com o básico”, destacou.

De acordo com Nádia, uma quase senhora de 41 anos, a atual crise é a pior que já presenciou em toda a sua vida. “De repente, tudo virou de cabeça para baixo. O movimento caiu uns 60% e parece que ninguém quer mais funhanhá”, declarou.

A saída para enfrentar este cenário de guerra, segundo Nádia, é morar em república e dividir quartos e despesas de casa com outras girls.

Ela nos contou que mora numa residência juntamente com outras sete ‘amigas’. A casa possui apenas dois quartos e fica no bairro do Fantinatto, onde os alugueis são um pouquinho mais de boa.

“Foi a nossa salvação, porque pagar aluguel sozinha não está dando mais para ninguém”, finalizou.

Bira Mariano

Formado em Jornalismo pela Unaerp - Universidade de Ribeirão Preto, com módulos de pós-graduação em Jornalismo On Line pela Fundação Cásper Líbero. Trabalha na área desde 1995 e possui alguns sites, dentre eles o Jornalístico e o Animal e Companhia.

11 Comentários

  • Responder julho 26, 2017

    Carolina

    O nível desta matéria é lastimável e nao há como chamar isso de jornalismo. Fico completamente envergonhada em ler algo desse tipo! O objetivo da reportagem era informar que a crise economica atingiu todos os níveis sociais e em todos os setores e não exaltar as roupas e os corpos das moças nos moldes de “50 tons de cinza”.
    Triste, é triste que ainda haja pessoas que veem esse tipo de escrita como jornalismo e o “reporter” ainda coloca suas referências

  • Responder julho 18, 2017

    MARCELOVISK

    ninguem é obrigado a ler esta reportagem, lêr quem

  • Responder junho 29, 2017

    Alda

    Uma pena que uma cidade em ascendência e portanto promissora como Mogi Guaçu, tenha notícias como esta, onde se mostra a desvalorização da mulher e ainda de forma tão vulgar…
    Falta respeito de quem escreve, pela forma como escreve e de quem admira a reportagem..
    Penso que as pessoas deveriam se preocupar com o crescimento delas e dos outros e reportagens como esta só fazem por denegrir o ser humano.
    Penso que a notícia deveria ser para esclarecer e agregar algo de valor ao leitor ou ouvinte e não para expor o ser humano, no caso as mulheres, aqui prostitutas, que estão sendo usadas de outra forma, agora pelo jornalismo barato.
    Qual o objetivo: propagar a prostituição da cidade? da região? Se for este, ou se não for este, tal atitude não poderá passar impune, pois certamente não é uma notícia que tenha aprovação da maioria dos moradores da cidade.
    Senhores, responsabilidade é preciso!

  • Responder junho 29, 2017

    José

    Mogi Guaçu já tem fama na região de ser a cidade que permite este tipo de prostituição descarado. Quando é que as autoridades vão agir?

    Quanto à reportagem, sem comentários os moldes na qual é escrita. É só ver os termos e deduzir o nível do reporter. Piadinhas com palavras? Tem dó, né?

    Fica a dica para o reporter fazer uma matéria séria (isto se for capaz de escrever algo sério) do prejuízo que a imagem da cidade e a população tem com isto.

  • Responder junho 29, 2017

    Bruno Goudet

    ISTO é jornalismo literário.

  • Responder junho 28, 2017

    Paula ap Ramos

    Isso é sério ou uma piada?
    Faça uma reportagem falando da crise na saúde, educação e outras coisas que são realmente um problema. Prostituição é uma forma de ganhar dinheiro fácil assim como o tráfico…
    Depois só falta fazer uma reportagem falando da crise no tráfico.
    Chega de palhaçada!!!!

  • Responder junho 27, 2017

    Xxxxx

    O cara foi lá dá umazinha, o chefe que passava pelo posto viu e ele percebeu que foi visto.. Qual foi a saída!?!? Fez essa matéria aí! Kkkk.. Pow chefe… Tava trabalhando!!!

  • Responder junho 27, 2017

    Luiz

    Ótimo artigo. Muito bem escrito.

  • Responder junho 27, 2017

    Pau no seu cú

    A tua mãe devia tá lá também jornalistinha de merda.
    Comedor de mortadela.

  • Responder junho 27, 2017

    Marciano de Jupiter

    Eu acredito que a crise está ligada a qualidade do produto !

  • Responder junho 27, 2017

    POM

    Bira parabéns pela excelente matéria!
    Por mim ganhava o troféu imprensa fácil fácil !

    Parabéns !
    Sigo acompanhando !

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